Quando
eu me perco, tenho que descobrir algo que me ache, porque não consigo sozinha.
Preciso de algo ou alguém, que me encontre na escuridão confusa em que me
perdi. Que me dê à mão e me puxe de lá, que me passe uma lanterna, ou que
simplesmente jogue uma corda. Preciso de alguém que me encontre seja lá qual
for o lugar obscuro em que me meti. Tu foi uma das pessoas que me encontrou. E
não só jogou a corda, também me passou a lanterna, depois me deu a mão. Me
puxou de lá e, como num conto de fadas, me segurou firme junto de ti, e me
disse que não me deixaria sozinha, nunca mais. E é isso que vem fazendo, me
segurando e não me deixando só, me dando a mão quando tropeço e me ajudando a
ficar de pé. Às vezes penso que tu podes soltar um dia, então, será que seria
demais eu pedir pra tu ficares mais um pouco?
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
I absolutely love when you smiles.
Quando
eu conto piadas, tendo graça ou não, é pra te fazer sorrir. Mesmo que seja um
sorriso automático, que você já esteja acostumada a dar por saber que minhas
piadas nunca são boas. Teu sorriso me faz sentir viva, e me faz ver que ainda
pode ter sentido em alguma coisa. Me faz querer encarar a vida de um jeito
diferente, de um jeito melhor. Me permite lutar por coisas que já tinha
desistido. Me encoraja, me anima, me encanta. Teu sorriso é a coisa mais bela
que já vi na vida. A coisa pela qual mais rápido me apaixonei. Sim, sou
apaixonada pelo teu sorriso e já cansei de esconder isso! Ele me faz ver as
cores mais fortes, e me faz ver um futuro lindo. Quando o vejo, não consigo
pensar em mais nada por dias, só nele. Acho que me sinto melhor ainda, por
saber que tu só sorris quando está feliz. Amo a tua felicidade. Ela me dá o que
me faz feliz. Eu absolutamente amo quando tu sorri.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Impenetrável.
Acordava todos os dias disposta a encarar a correria e o transito. Disposta a sorrir a quem lhe sorrisse, e cumprimentar a quem lhe cumprimentasse. Só não disposta a olhar pros mesmos bancos nem a entrar nas mesmas ruelas. Pois tudo lembrava oque ela queria esquecer. Assim então, seguia o mesmo rumo por outro caminho. Talvez uma rua a mais, uma rua a menos, não importava desde que o caminho mudasse. O coração partido costumava ser o único que a acompanhava pelas ruas toda manhã. E acho, sinceramente, que ela preferiria estar sozinha. Mesmo aparentando ser uma pessoa frágil ou sensível, aquela garota era forte e já tinha suportado muito mais do que achou que um dia conseguiria. Conseguia sorrir mesmo lembrando-se... Lembrando-se das promessas que foram quebradas, lembrando-se das brigas que não deveriam ter acontecido, lembrando-se dos erros que ela não deveria ter cometido e das coisas que ela não se importou em reclamar.
Era uma garota de bom raciocínio, no entanto, não conseguia pensar em um modo de tirar as lembranças da própria cabeça, era coisa demais e ela não sabia lidar. Ela desejava sair correndo, sem mais nem menos, só correr. Correr pra fugir do ar poluído, correr pra fugir dos interrogadores, correr pra fugir de si mesma. Tentava pensar numa maneira de fugir de seus próprios pensamentos, de seus próprios sentimentos. Pensou até em lobotomia. Sabe? Separar fibras nervosas... Aliviar a desordem no pobre cérebro... Mas é difícil organizar, ou limpar, o próprio cérebro. A garota era uma real incógnita. E também incognoscível. Não se pode transitar pelo intransitável. Não se pode descobrir oque não se permite ser descoberto.
E a garota era uma bola de indecisões, medos e inseguranças, com os quais muitas vezes não sabia lidar, mas mesmo assim mantinha a cabeça em pé. Encarando a correria, o transito. Sorrindo a quem lhe sorrisse. Cumprimentando a quem lhe cumprimentasse.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Be there for you.
Quando o sol nascer ou quando se por. Quando for triste ou quando for feliz. Quando tudo estiver perdido ou quando ainda houver esperança. Quando partir ou quando ficar. Quando for escuro ou quando for claro. Quando for azul ou quando for verde. Quando quiser gritar ou quando quiser ficar em silêncio. Quando quiser andar ou quando quiser ficar sentado em qualquer lugar. Quando quiser ouvir Pink Floyd ou quando quiser ouvir Inocentes. Quando usar óculos ou quando não quiser enxergar. Quando a linguagem é fácil ou quando complicar. Quando quiser ler A Menina Que Roubava Livros ou quando quiser ler Drácula. Quando por um sorriso bobo no meu rosto ou quando me fizer ficar roxa de raiva. Quando quiser andar de mãos dadas ou quando quiser passar o braço pelo meu ombro. Quando me deixar irritada ou quando me fizer flutuar. Quando quiser um abraço ou quando quiser um beijo. Quando dizer que me ama ou quando brigar comigo, eu estarei lá por você. Enquanto o céu for infinito. Enquanto dois mais dois forem quatro. Enquanto Eddie Vedder for bom. Enquanto música mover o mundo de alguém. Enquanto houver borboletas voando. Enquanto vermelho for a cor mais bonita. Enquanto o ódio por amarelo e dourado viver. Enquanto Billie Joe tiver voz esganiçada. Enquanto a mãe parir o filho. Enquanto houver ar pra respirar, eu estarei lá por você.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Desabafo moralista.
Pra começo de conversa essa lenga-lenga de amor virou um supérfluo. Hoje em dia o pessoal tá mais interessado em ter alguém pra transar, ou pra lavar suas roupas. Na realidade oque o povo não quer é ficar sozinho. Ninguém gosta de ficar sozinho.
Ai o cara vai lá e diz pra guria que ama ela, ela acredita, eles se beijam, ele leva ela até em casa, ela convida ele pra tomar um café e ai os dois trepam, depois ele se veste e vai embora. No dia seguinte ela fica esperando ele ligar pra talvez marcarem de ir almoçar, ou ir ao cinema. Uma ligação que nunca veio. Depois de uma semana ela decide parar de esperar e se da ao trabalho de telefonar. Ele diz que anda muito ocupado com o trabalho, que anda estressado e que não queria passar isso pra ela, e emenda com um “precisamos conversar”. No dia seguinte ela liga de novo e eles marcam um chá das 5. Ela se arruma, fica lindona e vai ao encontro do cara. Chegando lá ele mete um pé da bunda dela. Ela chora por 3 semanas seguidas depois sai pra encher a cara e tentar afogar as magoas.
E então, qual a conclusão disso? Tire sua própria, to com preguiça de tirar uma conclusão que tem como base uma historinha mal feita... Mas oque eu tô tentando dizer é: Porra cara acorda! Quer sexo casual contrata uma prostituta, tá aí pra isso. Não ilude uma guria dizendo que ama ela, se não tem a intenção de fazer isso ao pé da letra. Ame uma vez na vida, só pra poder dizer pras pessoas que um dia tu sentiu teu coração bater mais rápido com a presença da pessoa, que tu levou flores pra guria, pegou na mão dela na rua, beijou na chuva e disse um “eu te amo” sincero. E isso não serve só pra homem, não mesmo! É só que falar no masculino é mais fácil. Mas vocês, mulheres, também pensem nisso. Comecem, homens e mulheres, a amar todos que vocês beijam, ou que tem o prazer de apreciar o corpo, mesmo que, no fim, tu não ame a pessoa de verdade pelo menos tente fazer isso, e não sai por ai metendo com qualquer um(a). Tá aí meu desabafo.
terça-feira, 10 de julho de 2012
3MAC
Um beijo na testa e um adeus que não tardou. Algumas cartas com rabiscos de amor e algumas lembranças meio embaralhadas. Lembranças de tardes ensolaradas e noites sem dormir. Conversas sem fim que dançaram na madrugada. Assuntos tão banais e sem sentido que tirariam boas gargalhadas de qualquer um que possua um pingo de senso de humor. Assuntos que só faziam sentido pra gente e também não precisava fazer sentido pra mais ninguém. Paixão que cresceu depois de muito tempo, e não demorou a desaparecer. Ainda acho que era o encanto de achar uma pessoa que era meu completo oposto. Dizem que os opostos se atraem... Não que eu acredite nisso, sempre achei divino pessoas que se combinam pelas coisas que odeiam. (Afinal, qual a graça de combinar as coisas adoradas?) Sempre achei as coisas mais erradas e estranhas as mais interessantes e compartilhei disso contigo. E parando pra pensar, eu percebo que tu não era meu completo oposto não... Compartilhávamos nosso amor por coisas quentes, por tempos gélidos, por musicas calmas com letras idiotas, por livros antigos com escritas difíceis de entender, por filmes sangrentos, por romance sem comédia e dividimos um amor do mesmo tamanho, um pelo outro. Três metros acima do céu. Pensando bem, aquela história de não sentir falta não vai funcionar pra mim, e sei que pra ti também não. Foram tantas coisas compartilhadas, tantas frases que não decorei, tantas informações que não anotei, tantas risadas que não gravei, tantas piadas que não entendi... Matar tempo ao teu lado era a mina atividade favorita (depois de jogar peca, claro) e hoje, parei pra me conformar que só sobraram as lembranças do teu sorriso, e que belas lembranças.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Light up my world like nobody else.
Não sei por que, mas tu é a única pessoa com quem consigo ficar em silêncio. Não, não é uma das únicas, é a única mesmo! Eu odeio o silêncio, odeio porque ele não trás nada além da duvida e da vontade d barulho. Não consigo entender o porquê de contigo eu ficar quieta numa boa... Deve ser porque ai eu consigo ouvir tua respiração. Não há nada que eu goste mais do que ficar contigo, em silêncio ou não.
Quando eu to contigo parece que tudo melhora. Parece que um dia ruim fica bom, que uma lágrima se transforma magicamente num sorriso... Por isso que eu te amo tanto, por isso que contigo eu não me importo com a grosseria, ou com o mau humor, desde que eu esteja contigo tudo melhora e a cabeça esfria.
Meu coração quando sente a tua presença flutua com o ar... Segue as ondas do vento e se diverte como uma pipa. Meu sorriso brota não sei da onde, quando lê ou escuta uma palavra tua... E quando eu te vejo... Ah! Quando eu te vejo tantas coisas acontecem juntas que é até difícil falar sobre... Minha cabeça rodopia, minhas pernas bambeiam e minhas mãos tremem como se eu sofresse do Mal de Parkinson.
E é como se tu fosse o que me mantivesse de pé. Me ajudando a levantar a cada dia. Porque, não importa o quão mal eu esteja, não importa o quão grande é a fome ou o sono, não importa o quão intensa é a raiva ou como o dia está sendo ruim... Se eu souber que tem um sorriso nos teu lábios, ou que tu se sente contente, não há nada nesse mundo que me tire o bom humor.
É oque eu te disse guri, se tu sorrir eu vou sorrir contigo. Se tu chorar, eu vou chorar contigo. Se eu puder te fazer dar gargalhadas, eu farei. Se eu puder enxugar uma lágrima tu, eu enxugarei. Se tu me deixar tentar te fazer feliz, eu tentarei até o último dia da minha vida.
"Eu gosto tanto dele, a ponto de querer tá perto. Pronto, não tem outro jeito de me ver sorrir. É louco o efeito dele aqui."
Quando eu to contigo parece que tudo melhora. Parece que um dia ruim fica bom, que uma lágrima se transforma magicamente num sorriso... Por isso que eu te amo tanto, por isso que contigo eu não me importo com a grosseria, ou com o mau humor, desde que eu esteja contigo tudo melhora e a cabeça esfria.
Meu coração quando sente a tua presença flutua com o ar... Segue as ondas do vento e se diverte como uma pipa. Meu sorriso brota não sei da onde, quando lê ou escuta uma palavra tua... E quando eu te vejo... Ah! Quando eu te vejo tantas coisas acontecem juntas que é até difícil falar sobre... Minha cabeça rodopia, minhas pernas bambeiam e minhas mãos tremem como se eu sofresse do Mal de Parkinson.
E é como se tu fosse o que me mantivesse de pé. Me ajudando a levantar a cada dia. Porque, não importa o quão mal eu esteja, não importa o quão grande é a fome ou o sono, não importa o quão intensa é a raiva ou como o dia está sendo ruim... Se eu souber que tem um sorriso nos teu lábios, ou que tu se sente contente, não há nada nesse mundo que me tire o bom humor.
É oque eu te disse guri, se tu sorrir eu vou sorrir contigo. Se tu chorar, eu vou chorar contigo. Se eu puder te fazer dar gargalhadas, eu farei. Se eu puder enxugar uma lágrima tu, eu enxugarei. Se tu me deixar tentar te fazer feliz, eu tentarei até o último dia da minha vida.
"Eu gosto tanto dele, a ponto de querer tá perto. Pronto, não tem outro jeito de me ver sorrir. É louco o efeito dele aqui."
domingo, 3 de junho de 2012
Bilhetes.
Achei teu bilhete... Aquele em que tu tentou escrever oque sentia. Teus rabiscos por cima das palavras erradas entregaram teu nervosismo. Por que um bilhete? Por que simplesmente não chegou e disse tudo oque sentia? Eu te entenderia. Entenderia tanto, que poderia te fazer mudar de ideia, mesmo sabendo que tu não iria gostar disso. Agora estou aqui. Num quarto vazio e escuro, pensando nas hipotéticas razões de um bilhete que, ao contrario do esperado, não me explicou absolutamente nada. Pensando se deveria ou não te ligar e perguntar o que houve, ou então o que eu fiz. Pensando nas possíveis respostas pra essas perguntas. E então, o que houve? O que eu fiz? Foram as minhas piadas sem graça? Minhas roupas estranhas? Meu linguajar nada bonito? Meu jeito de mascar chiclete? O QUE? Não penso em nada tão grave assim pra você ter partido e me deixado aqui, sozinha e despedaçada. Os meus pedaços estão no chão. Esperando que você os ajunte. Isso vai acontecer? Você vai voltar? Vai vir pra mim, novamente, com os braços abertos, pronto pra me dar um daqueles abraços quentes e acolhedores que me fazem esquecer do mundo fora dele? Vai me dar aquele beijo que faz minha cabeça rodopiar e meu cérebro desligar por alguns instantes?... Eu sei, é inútil ficar aqui perguntando isso, sendo que eu já sei das respostas... Você não voltará. Não virá nem fazer uma visita em um domingo qualquer com uma torta na mão. Não virá nem agora e nem depois. Mas poderia ter dito ao menos um adeus, não precisava ter partido em silêncio, tu sabe que eu odeio o silêncio. Agora ficaremos assim, seremos assim... Duas almas perdidas por ai, separadas. Se nos virmos na rua, vamos fingir que não nos conhecemos, ou ao menos, você fingirá. Se precisarmos de um apoio, não nos procuraremos. Se precisarmos de uma xícara de açúcar, sabemos onde não ir. Não era pra ser assim... Era pra ser o completo oposto, era pra ser tudo diferente. Gostaria ainda de poder te dizer tantas coisas... Coisas como o jeito que eu adoro quando tu fica bravo e fala grosso, o jeito que eu adoro quando tu fica insistindo em me fazer mudar minha opinião sobre assuntos tão toscos ou o jeito como tu me critica, mesmo eu estando certa... Gostaria de te dizer muitas outras coisas, mas além de não poder te dizer, não sei como falar. Então te escrevi um bilhete, desculpe pelo texto rabiscado... Preste atenção no fim, no que dá pra ler... "Parta, mas não me deixe."
terça-feira, 1 de maio de 2012
EIS UM PEQUENO FATO
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo
esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em
mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente,
eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os
As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO
Isso preocupa você?
Insisto — não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.
— É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso
não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de
uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo,
eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em
meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora
gentilmente.
Nesse momento, você estará deitado(a). (Raras vezes encontro
pessoas de pé.) Estará solidificado(a) em seu corpo. Talvez haja uma
descoberta; um grito pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será
minha própria respiração, além do som do cheiro de meus passos.
A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu
chegar para buscar você? Que dirá o céu?
Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro,
bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas
as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos,
nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a
contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar.
Uma pequena teoria:
As pessoas só observam as cores do dia
no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o
dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações,
a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares
de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de
nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questã
de notá-los.
Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. Ela
preserva minha sanidade. Ajuda-me a agüentar, considerando-se há quanto tempo
venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem
tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de
férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação de
inverno? A resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão
consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer
que tiro férias à prestação. Em cores.
Mesmo assim, é possível que você pergunte: por que é mesmo que
ela precisa de férias? De que precisa se distrair?
O que me traz à minha colocação seguinte.
São os humanos que sobram.
Os sobreviventes.
É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas
ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez
por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no
quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações
vazados. Têm pulmões esgotados.
O que, por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando
esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história
de um desses sobreviventes perpétuos — uma especialista em ser deixada para
trás. (A menina que roubava livros, de Markus Zusak)
sábado, 7 de abril de 2012
Have a name?
É fato que é inútil tentar colocar em palavras tudo aquilo que eu sinto. É difícil explicar, seja pra quem for... Nem pras pessoas mais chegadas com quem conseguiria, facilmente, expor meus sentimentos. Talvez seja esse o seu real oficio. Vir e bagunçar minha mente, chacoalhar tudo e depois sumir. Como se não tivesse feito absolutamente nada.
E ai eu te dou mais um fato: eu gosto disso! É, por mais que, na maioria das vezes, eu negue, eu gosto dessa confusão que tu deixa em mim, dessa bola de gato que tu faz a minha cabeça se tornar. E eu sei que essa papo de "eu já te esqueci" e "eu não me importo mais" não funciona mais. Porque eu sei, que tu sabe que eu não te esqueci e que, sim, eu me importo. E eu também sei que é inútil falar que tu se tornou uma vaga lembrança, uma coisa do passado, uma coisa que eu esqueci.
Porque, até quem me vê na fila do pão, sabe que eu não te esqueci. Mas é que é difícil admitir, é difícil "confessar" que tu ainda é tudo pra mim e que tua felicidade é oque me motiva a continuar. Mas, ok, eufinalmente confesso. Nada mudou. E eu sei que é perda de tempo tentar fazer com que algo mude. O famoso tempo, curador de tudo, não conseguiu... Porque eu, sozinha, conseguiria?
Na duvida, eu não tento, e me conformo com o fato de que eu jamais vou te tirar da minha cabeça. E talvez essa seja a forma mais saudável de continuar vivendo. Porque assim eu sempre saberei que tu sempre estará lá, mesmo numa parte distante do meu subconsciente. Vai continuar ali, quietinho e intacto. Igual a sempre, porque eu nunca te movi.
"Tu não és pra mim um garoto igual a cem mil outros e não tenho necessidade de ti. Mas, se me cativas, teremos necessidades um do outro. Serás pra mim o único no mundo e eu serei pra ti a única."
E ai eu te dou mais um fato: eu gosto disso! É, por mais que, na maioria das vezes, eu negue, eu gosto dessa confusão que tu deixa em mim, dessa bola de gato que tu faz a minha cabeça se tornar. E eu sei que essa papo de "eu já te esqueci" e "eu não me importo mais" não funciona mais. Porque eu sei, que tu sabe que eu não te esqueci e que, sim, eu me importo. E eu também sei que é inútil falar que tu se tornou uma vaga lembrança, uma coisa do passado, uma coisa que eu esqueci.
Porque, até quem me vê na fila do pão, sabe que eu não te esqueci. Mas é que é difícil admitir, é difícil "confessar" que tu ainda é tudo pra mim e que tua felicidade é oque me motiva a continuar. Mas, ok, eu
Na duvida, eu não tento, e me conformo com o fato de que eu jamais vou te tirar da minha cabeça. E talvez essa seja a forma mais saudável de continuar vivendo. Porque assim eu sempre saberei que tu sempre estará lá, mesmo numa parte distante do meu subconsciente. Vai continuar ali, quietinho e intacto. Igual a sempre, porque eu nunca te movi.
"Tu não és pra mim um garoto igual a cem mil outros e não tenho necessidade de ti. Mas, se me cativas, teremos necessidades um do outro. Serás pra mim o único no mundo e eu serei pra ti a única."
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Hesitate.
"Você foi o meu fogo, então eu queimei até que nada mais restasse em mim. Eu toquei o seu rosto, eu te segurei bem perto até que eu mal pudesse respirar. Porque você me dá esperança e então desiste de mim? Apenas para ser a minha morte? Salve o resto de mim. Porque eu vejo você, mas eu não posso mais te sentir, então vá embora. Eu preciso de você, mas eu não posso precisar de você, você hesita! Volte e meia você chega perto, como se houvesse algo pra mim. Você era único, você era tudo. Eu ainda estou aqui, mas só vou continuar com o resto de mim."
Stone Sour
Stone Sour
quinta-feira, 22 de março de 2012
Sobre cigarros.
Bebia coca-cola e fumava o resto do dia. A outra parte era dedicada a mim e ao curso superior. Estava há quilômetros de distância. Nem sei quantos, nunca contamos porque somos otimistas. Mas nos víamos todos os dias.
Em meus sonhos, sempre havia um cigarro. Sempre havia um desenho de engenharia pendurado na parede da janela, ao lado das declarações de amor. As declarações de amor eram feitas com lápis coloridos. O preto e o laranja eram nossos favoritos.
Quando fazia frio em mim, fazia calor lá. E vice-versa. Nós trocávamos o que podíamos e nos aquecíamos e nos refrescávamos. Íamos dormir com o toque do telefone. Ainda hoje acho que significa algo. Meu toque era uma música eletrônica do inicio de 2008, depois eu troquei para uma musica brasileira. Mais ou menos na época que meu celular parou de tocar.
Hoje em dia meu celular só vibra. Quase nunca. Minha mão coça pra digitar seus números, enquanto lembro das nossas conversas e das nossas juras. Mas guardo elas no bolso da jeans, lembrando também que você já nem sabe meu segundo nome.
Eu costumava subestimar tudo isso. Hoje vejo que teve sua importância. Quando vejo as outras pessoas fazendo o mesmo. Quando vejo sua foto e lembro de você sorrindo. Seu sorriso era tão perfeito. Mesmo que você fosse capaz de achar um monte de outros defeitos pra empregar ele. Mas você sorria enquanto falava. Você sorria, enquanto cantava.
Cantava a nossa canção. Sim, nós tínhamos uma canção. E, seus versos, trocávamos como se fossem de nossa autoria. Completávamos nossos trabalhos. Nossas artes. Era tão recíproco. Ou talvez seja parte da minha memória que falha. Prefiro fantasiar.
Lembrar dos desenhos mostrados. Todos eles feitos como se você tivesse seis anos de idade. Corações tortos e vermelhos. Corações feitos com números que não tinham sentido e que foram comprados. Corações feitos com cinzas dos cigarros fumados. O copo de coca-cola sempre gelado, sempre por perto. Ainda que estivéssemos distantes.
Há quilômetros daqui, alguém de vez em quando pensava em mim. E eu pensava de volta. Hoje já não tem importância. Hoje já passaram novas pessoas. Mas a nossa canção... Espero que ainda seja nossa.
Lost Cause.
Em meus sonhos, sempre havia um cigarro. Sempre havia um desenho de engenharia pendurado na parede da janela, ao lado das declarações de amor. As declarações de amor eram feitas com lápis coloridos. O preto e o laranja eram nossos favoritos.
Quando fazia frio em mim, fazia calor lá. E vice-versa. Nós trocávamos o que podíamos e nos aquecíamos e nos refrescávamos. Íamos dormir com o toque do telefone. Ainda hoje acho que significa algo. Meu toque era uma música eletrônica do inicio de 2008, depois eu troquei para uma musica brasileira. Mais ou menos na época que meu celular parou de tocar.
Hoje em dia meu celular só vibra. Quase nunca. Minha mão coça pra digitar seus números, enquanto lembro das nossas conversas e das nossas juras. Mas guardo elas no bolso da jeans, lembrando também que você já nem sabe meu segundo nome.
Eu costumava subestimar tudo isso. Hoje vejo que teve sua importância. Quando vejo as outras pessoas fazendo o mesmo. Quando vejo sua foto e lembro de você sorrindo. Seu sorriso era tão perfeito. Mesmo que você fosse capaz de achar um monte de outros defeitos pra empregar ele. Mas você sorria enquanto falava. Você sorria, enquanto cantava.
Cantava a nossa canção. Sim, nós tínhamos uma canção. E, seus versos, trocávamos como se fossem de nossa autoria. Completávamos nossos trabalhos. Nossas artes. Era tão recíproco. Ou talvez seja parte da minha memória que falha. Prefiro fantasiar.
Lembrar dos desenhos mostrados. Todos eles feitos como se você tivesse seis anos de idade. Corações tortos e vermelhos. Corações feitos com números que não tinham sentido e que foram comprados. Corações feitos com cinzas dos cigarros fumados. O copo de coca-cola sempre gelado, sempre por perto. Ainda que estivéssemos distantes.
Há quilômetros daqui, alguém de vez em quando pensava em mim. E eu pensava de volta. Hoje já não tem importância. Hoje já passaram novas pessoas. Mas a nossa canção... Espero que ainda seja nossa.
Lost Cause.
terça-feira, 20 de março de 2012
Um T
Te sentei.
Te senti.
Te vi.
Te fiz em mil formas jamais vistas.
Sorri.
Sorrisos borrados.
No caminho comprido.
Te levantei.
Te soltei.
Te perdi.
segunda-feira, 12 de março de 2012
No need, but...
I wish that I had, never meet you.
Then there would be no need to impress you,
No need to want you,
No need for loving you,
No need for crying over you,
No need for heartbreaks,
No need for pain on tears,
No need forgotten promises,
No need for rejected hugs,
No need for crying myself to sleep,
No need for acting like you care,
No need, for everything you've done to make me feel like absolutely nothing.
But the again, i'm glad I did meet you. Cause you were the one who always asked me if anything was wrong. You were to one tho loved me for me. The one who cared when everyone else didn't. The one who listened. The one who stayed up late just to talk about the same shit as always. You were the one who I told secrets to. The one who taught me new things. The onw who laughed at my bad jokes. The one who did things, just for me.
Then there would be no need to impress you,
No need to want you,
No need for loving you,
No need for crying over you,
No need for heartbreaks,
No need for pain on tears,
No need forgotten promises,
No need for rejected hugs,
No need for crying myself to sleep,
No need for acting like you care,
No need, for everything you've done to make me feel like absolutely nothing.
But the again, i'm glad I did meet you. Cause you were the one who always asked me if anything was wrong. You were to one tho loved me for me. The one who cared when everyone else didn't. The one who listened. The one who stayed up late just to talk about the same shit as always. You were the one who I told secrets to. The one who taught me new things. The onw who laughed at my bad jokes. The one who did things, just for me.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Little Note
Se você tá sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más noticias, não há nada que você possa fazer e não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses você vai ter um amigo paciente pra leva-lo a um bar e ouvir suas queixas e eventualmente buscar você em um bar e leva-lo pra casa com segurança nos dias em que você se comportar feito um bobo. Na verdade... Até existe alguém capaz sua dor, mas ele não costuma ter pressa, ele se chama tempo. Portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo a diante por menor que seja porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada. E por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi, você está usufruindo o seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo, prova que você e é um romântico! Mas coisas ótimas não costumam ser baratas e você tem que pagar seu preço. Em algum momento, tudo isso vai passar e nesse caso, quando o furacão for embora ele não deixará destroços, tudo estará em seu devido lugar como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai estar feliz consigo mesmo e vai levantar sua autoestima. Você vai estar pronto pra entregar seu coração pra outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente... Porque o amor sempre vale a pena! (Original: Serenata de Amor)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Impossible
Acho que hoje eu vou sair um pouco da minha rotina.... Vou por uma musica alta pra tocar, mesmo que seja no fone de ouvido, aquela musica, que agente ouvia enquanto ria e brincava. Vou por uma roupa diferente, aquela calça que você disse que me deixava bonita e aquela sua blusa larga que você esqueceu aqui em casa. Vou pintar minhas unhas, com aquele esmalte azul cintilante, que você disse que era muito chamativo e que não combinava comigo. Vou passar aquele batom rosa claro, que você disse que ficava bonito em mim mas que insistia em tirar. Vou sair de casa, andar um pouco pelas ruas do centro... Vou sentar naquele banco, aquele que costumávamos sentar pra rir das pessoas que passavam. Vou terminar de ler aquele livro que você me deu, aliás, não tinha um livro menos complicado e complexo? Você sabe que não sou muito boa com complexidades... Vou escrever uma carta pra uma pessoa importante que vive longe, lembra que combinamos? Sempre que estivéssemos separados escreveríamos, não importa onde estivéssemos. Vou tentar fazer milhares de coisas, todas elas, desejando tirar você da minha cabeça, tentar fazer você parar de rondar meus pensamentos... Coisa que eu sei que se tornou impossível, mas tentarei.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
I'm kind of
Não sou do tipo de garota que se apaixona por uma pessoa diferente toda semana, que diz que ama no primeiro dia, que beija no primeiro encontro nem que dá risadas altas quando esta perto de alguém que gosta. Sou do tipo que demora pra se apaixonar e só diz "te amo" pra quem realmente importa e vale a pena, sou do tipo que quer rachar a conta do jantar caro e que conversa facilmente com as pessoas mais difíceis. Não sou do tipo que se deprime com pouca coisa, sou do tipo que fica realmente triste quando alguma coisa grande acontece. Sou daquele tipo que não gosta de chorar na frente das pessoas porque se não elas vem te abraçar e tu só acaba chorando mais. Sou do tipo que sorri para as pessoas desconhecidas que passam na rua e pras conhecidas que não vou com a cara também. Sou do tipo que passaria a noite inteira debaixo de um céu estrelado conversando sobre vários assuntos diversos e variados. Sou do tipo que faz amizades facilmente, mas que não consegue sustenta-las por muito tempo. Sou do tipo que gosta de fazer os outros sorrirem quando estão tristes, mas também choro junto se for preciso. Sou do tipo que ri das piadas mais sem graça e do tipo que gosta de dar boas gargalhadas. Sou do tipo incomum, mas comum, que é igual... Igual de um jeito diferente. Sou do tipo que é difícil de entender, mas sempre disposta a ensinar.
First!
Então... Oi! Ah eu nunca sei como começar esses textos de oi, boas vindas e nem textos auto-explicativos. Sou ruim pra escrever sobre oque vai acontecer ou quais as boas novas e essas coisas... Por isso eu não serviria pra fazer um livro, por exemplo. Enfim, esse blog vai ter como conteúdo absoluto: Eu. É, aqui vão ter os meus devaneios noturnos, os sentimentos mais bem guardados, os choros reprimidos e um pouco de tudo isso, tudo isso que me forma. Então, acho que é isso. Tchau.
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