terça-feira, 10 de julho de 2012

3MAC

Um beijo na testa e um adeus que não tardou. Algumas cartas com rabiscos de amor e algumas lembranças meio embaralhadas. Lembranças de tardes ensolaradas e noites sem dormir. Conversas sem fim que dançaram na madrugada. Assuntos tão banais e sem sentido que tirariam boas gargalhadas de qualquer um que possua um pingo de senso de humor. Assuntos que só faziam sentido pra gente e também não precisava fazer sentido pra mais ninguém. Paixão que cresceu depois de muito tempo, e não demorou a desaparecer. Ainda acho que era o encanto de achar uma pessoa que era meu completo oposto. Dizem que os opostos se atraem... Não que eu acredite nisso, sempre achei divino pessoas que se combinam pelas coisas que odeiam. (Afinal, qual a graça de combinar as coisas adoradas?) Sempre achei as coisas mais erradas e estranhas as mais interessantes e compartilhei disso contigo. E parando pra pensar, eu percebo que tu não era meu completo oposto não... Compartilhávamos nosso amor por coisas quentes, por tempos gélidos, por musicas calmas com letras idiotas, por livros antigos com escritas difíceis de entender, por filmes sangrentos, por romance sem comédia e dividimos um amor do mesmo tamanho, um pelo outro. Três metros acima do céu. Pensando bem, aquela história de não sentir falta não vai funcionar pra mim, e sei que pra ti também não. Foram tantas coisas compartilhadas, tantas frases que não decorei, tantas informações que não anotei, tantas risadas que não gravei, tantas piadas que não entendi... Matar tempo ao teu lado era a mina atividade favorita (depois de jogar peca, claro) e hoje, parei pra me conformar que só sobraram as lembranças do teu sorriso, e que belas lembranças.

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