Quando
eu me perco, tenho que descobrir algo que me ache, porque não consigo sozinha.
Preciso de algo ou alguém, que me encontre na escuridão confusa em que me
perdi. Que me dê à mão e me puxe de lá, que me passe uma lanterna, ou que
simplesmente jogue uma corda. Preciso de alguém que me encontre seja lá qual
for o lugar obscuro em que me meti. Tu foi uma das pessoas que me encontrou. E
não só jogou a corda, também me passou a lanterna, depois me deu a mão. Me
puxou de lá e, como num conto de fadas, me segurou firme junto de ti, e me
disse que não me deixaria sozinha, nunca mais. E é isso que vem fazendo, me
segurando e não me deixando só, me dando a mão quando tropeço e me ajudando a
ficar de pé. Às vezes penso que tu podes soltar um dia, então, será que seria
demais eu pedir pra tu ficares mais um pouco?
As vezes uma mão, por mais longe que esteja de você... Nunca se solta. Não importa quantos anos isso leve, essa metáfora nunca irá se dissipar. Aquela mão sempre estará lá para acalentar.
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